O lugar dos livros impossíveis!

Lembro-me de um dia ouvir a Cecília Barreira falar do Nuno Bragança. Parei a ouvi-la. Tinha razão a Cecília. Fala-se sempre do mesmo, sempre os mesmos. Curioso, fui à estante e puxei pelo livro.
“…No dia a seguir àquele em que comecei a usar risca ao lado fui transportado para uma habitação na berma da cidade… quando a noite caía e a rua se tornava numa tira preta colada aos vidros, eu ia sentar-me na casa de banho para ouvir pingar as torneiras, pois tinha medo do silêncio…” .
A Cecília morreu há alguns meses. Fico-me pelo livro. Afinal, “… os únicos animais que sabem viver são as aves, e mesmo assim só as de arribação…”.

‘A Noite e o Riso’
Nuno Bragança
9ª edição,
D. Quixote, 2019
(inclui prefácio de Manuel Gusmão à 3ª edição)
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