O lugar dos livros impossíveis!

Perder o marido e um filho ali mesmo à sua frente, proteger o outro com flores, sentir-se impotente para controlar o ódio, manter a pose ou a dose de pânico, viver um momento sem tempo que o pudesse esbater, continuar amada por uns, odiada por outros, ter que partir dois anos mais tarde, assim, de repente, de um país que nunca fora o seu, para um outro, que já não era o dela. Tudo isto em tão pouco tempo.
Quem resistia? Quem perdoaria? Amélia sobreviveu Rainha e voltou um dia mais tarde, ainda que só por um dia, antes de partir para sempre.

(Passa hoje mais um ano sobre o Regicídio)

adelino pires
1.fev.26
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