• Passa por estes dias mais um ano que partiu o Baptista-Bastos. Já lá vão sete. Não assistiu à pandemia e a algum pandemónio. Passou por outros. Polémico, incómodo e inconformado, filho do «velho Bastos» dos jornais de Lisboa, militante activo da «academia do tremoço», o Baptista-Bastos, homem dos livros, dos jornais e da (boa) vida era uma figura incontornável deste mundo e, agora, não sei se do outro.

 

 

  • “… O meu avô era um homem muito grande, não usava gravata e trazia a camisa abotoada até acima… entendia de coisas antiquíssimas que lhe haviam ensinado os pais e os avós. Por exemplo, quando se entrava no mês de Maio comia castanhas piladas e colocava à janela os objectos mais bonitos que considerava possuir em casa…
… O meu avô respondia a tudo, lento, palavras carregadas de intenções e de subtis desvios… alguns dias após o meu pai ter afirmado que a guerra rebentara, o meu avô murmurou: – O mundo, agora, vai piorar. E o meu pai: – Está tudo perdido para nós. E o meu avô: – Os homens não merecem os frutos que a terra dá…”, Baptista-Bastos em Cão Velho Entre Flores
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