(Aos meus netos Vasco e Benedita e a todas as crianças de todos os azimutes)
Se todas as crianças soubessem que ao crescer, crescia com elas o alfabeto. E todas as letras também. Que do a de amigo se fará um A de Amargo, que o b de brincar passará a B de Brutal e que mesmo o c de companheiro poderá ser o C de Cruel.
Se as crianças soubessem que os números não servem apenas para contar as flores do jardim, os ovos dos ninhos ou mesmo os golos do jogo da bola.
Se as crianças soubessem que ser crescido também já foi ser criança e, por isso, aprender a ler, contar e escrever. Mas, sobretudo, a brincar.
Ah, se todas as crianças o soubessem, talvez pedissem aos crescidos para que não lhes regassem tanto o alfabeto nem a tabuada. Que as deixassem com as letras e os números pequenos, que os deixassem ir aprendendo de cor e salteado, com a corda e o pião com que todos os avós, distraídos, lá foram crescendo.
E, já agora, nunca troquem o i de ideal pelo I de Inveja. Deixem isso para o Camões. E com o f, façam o favor de ser Felizes!
Um beijo do avô adelino / 1 de junho (de todos os anos)
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