o alfarrabista do burgo

Aquela cativa
que me tem cativo,
porque nela vivo
já não quer que viva.
Eu não vi rosa
em suaves molhos,
que para meus olhos
fôsse mais formosa.

Nem no campo flores,
nem no céu estrelas,
me parecem belas
como os meus amores: rosto singular,
olhos sossegados,
pretos e cansados,
mas não de matar…

…presença serena,
que a tormenta amansa:
nela enfim descansa
tôda a minha pena.
Esta é a cativa
que me tem cativo;
e, pois nela vivo.
é fôrça que viva.

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