O lugar dos livros impossíveis!

Começo a semana com um livro de Pedro Mexia, um livro de cabeceira, sempre à mão, pequenos textos, saborosos, bem escritos aliás, por alguém que, como escreve Eduardo Lourenço no prefácio, poderia ser ‘enciclopedista’: “… os textos de Pedro Mexia são textos de um escritor e poeta que leu outros escritores e poetas…”.
Neste pequeno-grande livro, Mexia começa por fazer uma referência a seu pai (João Bigotte Chorão) e à importância (aí está), que as enciclopédias de referência (Britannica e Diderot e D’Alembert) tiveram na sua formação. Depois, alguns textos com referências várias, onde se percebe que ali há mundo, muito mundo, lido, ouvido, contado.
Mexia será hoje, talvez, um dos intelectuais mais consistentes do nosso meio e esta sua ‘Biblioteca’ é um livro leve mas de águas profundas. Escrito sem a veleidade da Academia, acessível a leitores normais (como eu). Depois, quem pretender, tem muito por onde desbravar. A páginas tantas, diz ele: Ler Agustina é um projecto de vida. Como eu o percebo. É um pequeno-grande livro. Dos que cabem em qualquer biblioteca.
Uma palavra de público agradecimento a Pedro Mexia que, entre outras andanças foi, nos últimos anos, consultor de cultura de Marcelo Rebelo de Sousa na Presidência da República.

adelino pires

30.março.26
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