Descrição
- Autor: Heitor Lyra
- Edição: Livros do Brasil
- Prefácio: Maria D’Eça de Queiroz
- Capa: Infante do Carmo
- B- 547 pag.; IlustradoNum livro cheio de paradoxos, tentamos perceber a relação de Eça com o Brasil e, mais do que isso, com o povo brasileiro. Desde logo, pelo prefácio de sua filha, Maria D’Eça de Queiroz que recorda ter sido lá, no Brasil, que “… os meus Bisavós (avós de Eça) encontraram refúgio no tempo das lutas liberais. O meu Avô (pai de Eça), nasceu no Rio de Janeiro. Quando voltaram de lá, trouxeram um casal de criados pretos (sic) – os bons e fiéis Rosa e Mateus, que mais tarde acarinharam o meu Pai (Eça), que ouviu histórias misteriosas do Sertão e cantigas de embalar…”.
Depois seguem-se mais de 500 páginas onde o autor (Heitor Lyra) vai viajando. Sempre com Eça e os brasileiros que o acompanharam ao longo da vida. Os presentes e os ausentes. Os que o apoiaram ou nem por isso. As expectactivas e as frustações. Como quando concorreu ao lugar diplomático de São Salvador e, por razões que já na época aconteciam, acabou colocado em Havana. Que o desagradou.
Apesar disso e de tudo, a popularidade de Eça no Brasil foi um sucesso. “… O estilete do escritor de vez em quando dava descarga à pilha eléctrica e nos fazia estremecer…”, Agaripe Júnior, Obra crítica
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