o alfarrabista do burgo

Alguns livros deveriam fazer parte de qualquer biblioteca. Este é um deles. Mas o que poderá ou deverá fazer um alfarrabista senão querer o melhor para os seus ‘estimados seguidores’?
E, desafiando-se a si próprio, o que poderá ele, quantas vezes frustado bibliófilo (ou porque não pôde, ou porque não soube, ou – quantas vezes – porque, não se pode ter ‘sol na eira e chuva no nabal’), senão semear o gosto de outros, para vir a colher os frutos de alguns?
Ser alfarrabista é, perdoem-me a imodéstia, um acto de cidadania. Ir semeando, regando, ver nascer, quase sempre no terreno de outros. Que afinal também é o seu. Sem que eles o saibam. Ou talvez sim. Alguns. Nem todos. Este sim, é o espírito da coisa. A troco de uns trocos.
“… se se trata de desnocado ou mau jeito, chama-se o endireita que, com esticões – puxa daqui, puxa dali tudo leva aos jogadouros… ás vezes, porém os males não se vão embora nem com ervas, nem com mezinhas. O mal é outro: é mal de mal-olhado, de quebranto, de feitiço, de enguiço – de queixas várias, já agoiradas no uivar de cães, no piar de mochos. É carântula, é embruxamento. Para o curar, lá estão as mulheres de virtude. Essas, sim, são sábias a valer. Vêem o invisível; Ouvem o silêncio; pressentem cheiros que ninguém sente; apalpam sombras; saboreiam a luz…”, Senhora do Amparo, Antero de Figueiredo *
* Um Curandeiro de Obsessos
  Uma Cura de Almas
  Exemplar usado, manuseado, sublinhado
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